{"id":325,"date":"2026-08-12T10:45:37","date_gmt":"2026-08-12T13:45:37","guid":{"rendered":"http:\/\/164.41.122.84\/?page_id=325"},"modified":"2026-08-14T16:03:15","modified_gmt":"2026-08-14T19:03:15","slug":"mirian-manini","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/arquivologia35.fci.unb.br\/index.php\/mirian-manini\/","title":{"rendered":"Mirian Manini (in memoriam)"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-65ace123 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-right:0;padding-left:0\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--superbspacing-xxsmall);padding-right:var(--wp--preset--spacing--superbspacing-xsmall);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--superbspacing-xxsmall);padding-left:var(--wp--preset--spacing--superbspacing-xsmall)\">\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border is-style-default\" style=\"margin-top:0;margin-right:0;margin-bottom:0;margin-left:0\"><img loading=\"lazy\" width=\"496\" height=\"640\" src=\"https:\/\/arquivologia35.fci.unb.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Miriam-Manini_Acervo-Miriam-Manini-FAcebook.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-375\" style=\"border-style:none;border-width:0px;border-top-left-radius:300px;border-top-right-radius:300px;border-bottom-left-radius:300px;border-bottom-right-radius:300px;aspect-ratio:1;object-fit:cover;width:291px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/arquivologia35.fci.unb.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Miriam-Manini_Acervo-Miriam-Manini-FAcebook.png 496w, https:\/\/arquivologia35.fci.unb.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Miriam-Manini_Acervo-Miriam-Manini-FAcebook-233x300.png 233w\" sizes=\"auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-superbfont-xsmall-font-size wp-block-paragraph\">Por&nbsp;<em>Cynthia Roncaglio<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Miriam Manini nasceu em 13 de janeiro de 1965, em Ribeir\u00e3o Preto (SP). Aos 18 anos, ingressou no curso de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Araraquara, onde desenvolveu uma monografia sobre a obra de Lygia Fagundes Telles. Posteriormente, realizou o mestrado em Multimeios na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), conclu\u00eddo em 1993 com a disserta\u00e7\u00e3o <em>O Verbal<\/em> e o <em>Visual no Caso do Foto-Romance<\/em>, pesquisa que marcou seu interesse pelas rela\u00e7\u00f5es entre linguagem visual e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Influenciada por autores como Roland Barthes e Susan Sontag, Miriam aprofundou sua forma\u00e7\u00e3o com especializa\u00e7\u00f5es em Conserva\u00e7\u00e3o e Preserva\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica (FUNARTE) e Organiza\u00e7\u00e3o de Arquivos (USP). Sua experi\u00eancia no Arquivo Edgard Leuenroth (UNICAMP), atuando no tratamento de documentos especiais, consolidou sua trajet\u00f3ria na \u00e1rea da documenta\u00e7\u00e3o e da preserva\u00e7\u00e3o. Em 2002, concluiu o doutorado em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP, com a tese <em>An\u00e1lise Document\u00e1ria de Fotografias: um referencial de leitura de imagens fotogr\u00e1ficas para fins document\u00e1rios<\/em>, sob orienta\u00e7\u00e3o de Johanna Smit.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, ingressou como professora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), no curso de Arquivologia. Ao longo de sua carreira, destacou-se pela atua\u00e7\u00e3o no ensino, na pesquisa e na extens\u00e3o; ministrou disciplinas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, desenvolveu projetos de extens\u00e3o, coordenou o curso de Arquivologia e fundou no \u00e2mbito do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o (PPGCINF), o Grupo de Pesquisa Imagem, Mem\u00f3ria e Informa\u00e7\u00e3o (IMI), vinculado ao CNPq. Suas pesquisas abordaram temas como fotografia, cinema, mem\u00f3ria, preserva\u00e7\u00e3o documental, organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o de acervos e patrim\u00f4nio audiovisual. Tamb\u00e9m participou ativamente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Preserva\u00e7\u00e3o Audiovisual (ABPA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre suas principais contribui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas est\u00e3o a organiza\u00e7\u00e3o do livro <em>Imagem, Mem\u00f3ria e Informa\u00e7\u00e3o<\/em> (2010), em coautoria com Otac\u00edlio Marques e Nancy Muniz, que reuniu estudos sobre fotografia, mem\u00f3ria e organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o; a publica\u00e7\u00e3o, em parceria com Cynthia Roncaglio, de <em>Arquivologia &amp; Cinema: um olhar arquiv\u00edstico sobre narrativas f\u00edlmicas<\/em> (2016), propondo uma metodologia para o uso do cinema no ensino da Arquivologia; e o livro<em> Imagem, Informa\u00e7\u00e3o, Mem\u00f3ria: abordagens acerca da preserva\u00e7\u00e3o do audiovisual, do cinema e da fotografia<\/em> (2022), publicado postumamente com a colabora\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o de Eliane Braga Oliveira e Ana L\u00facia de Abreu Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como professora, Miriam formou centenas de estudantes, estimulando o pensamento cr\u00edtico e a autonomia intelectual, sempre com muita sensibilidade. Era reconhecida pelo rigor acad\u00eamico, aliado \u00e0 generosidade, ao acolhimento e ao senso de humor. Em 2019, aposentou-se em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer agressivo, enfrentando a doen\u00e7a com a mesma disciplina, firmeza, coragem e generosidade que marcaram sua trajet\u00f3ria profissional e mantendo um di\u00e1logo pr\u00f3ximo com amigos e familiares at\u00e9 seus \u00faltimos dias. Faleceu em Campinas, em 26 de outubro de 2020, deixando um legado expressivo para a Arquivologia, a Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o e a preserva\u00e7\u00e3o dos documentos imag\u00e9ticos, al\u00e9m de uma legi\u00e3o de amigos e amigas, admiradores e admiradoras que guardam na mem\u00f3ria os vest\u00edgios da sua alma alegre, sens\u00edvel e amorosa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:99px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Cynthia Roncaglio&nbsp; Miriam Manini nasceu em 13 de janeiro de 1965, em Ribeir\u00e3o Preto (SP). Aos 18 anos, ingressou no curso de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Araraquara, onde desenvolveu uma monografia sobre a obra de Lygia Fagundes Telles. 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